terça-feira, 28 de setembro de 2010

O que você precisa saber sobre – doação de órgãos e tecidos

Doação de órgãos e tecidos: um ato que ajuda ou pode até salvar a vida de uma pessoa.
O que é
A doação de órgãos ou de tecidos é um ato pelo qual manifestamos a vontade de doar uma ou mais partes do nosso corpo para ajudar no tratamento de outras pessoas. A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical).
Quais e quantas partes do corpo humano podem ser doadas para transplantes?
Rins, pulmões, córneas, válvulas cardíacas, coração pâncreas e fígado são freqüentemente doados. Além destes, temos a doação de intestino delgado, pele e ossos ou até mesmo uma parte completa (mão e face).
Existe limite de idade para ser doador de órgãos e tecidos?
Não. O que determina o uso de partes do corpo para transplantes é  o estado de saúde e a avaliação médica do doador.
Por que é difícil doar órgãos?
Existe um desconhecimento geral sobre quem pode doar e o que pode ser doado. Isso dificulta a doação. Dessa forma, a maneira correta é procurar esclarecimentos e discutir sobre o assunto. Pode ser muito difícil discutir isso com seus familiares ou amigos, mas é necessário. Qualquer que seja sua vontade ou desejo, após esclarecer suas dúvidas, é muito importante que sua família saiba disso.
Como devo proceder se quiser ser doador?
A atitude mais importante é informar esse desejo a seus familiares uma vez que, após a sua morte, eles decidirão sobre a doação.
Quando se pode doar?
A doação de órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida.
Para a doação de órgãos de pessoas falecidas, somente após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica. Tipicamente são pessoas que um acidente que provocou um traumatismo craniano (acidente com carro, moto, quedas etc.) ou sofreram acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para morte encefálica.
O que é morte encefálica?
É a interrupção irreversível das atividades cerebrais, causada mais freqüentemente por traumatismo craniano, tumor ou derrame. Como o cérebro comanda todas as atividades do corpo, quando este morre, significa a morte do indivíduo.
Quando uma pessoa entra em coma, torna-se um potencial doador?   
Não. O coma é um processo reversível. Morte encefálica, como o próprio nome afirma, é irreversível. Uma pessoa somente torna-se potencial doador após o diagnóstico de morte encefálica e a autorização da doação de órgãos pela família.
Há chances de os médicos errarem no diagnóstico de morte encefálica?
Não. O diagnóstico é realizado por meio de exames específicos e pela avaliação de dois médicos – sendo um deles neurologista – com intervalo mínimo de 6 horas entre as duas avaliações. Além disso, é obrigatória a confirmação do diagnóstico por, pelo menos, um dos seguintes exames: angiografia cerebral, cintilo grafia cerebral, ultra-som com Doppler transcraniano ou eletro encefalograma.
Como fazer a doação no momento da morte de um familiar?
Um dos membros da família pode manifestar o desejo de doar os órgãos e tecidos ao médico que atendeu o paciente ou à comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos do hospital; pode também entrar em contato com a central de transplantes, que tomará as providências necessárias.
É possível que meus órgãos sejam comercializados após a minha morte?
Não. O fato de muitas pessoas acreditarem em rumores deste tipo contribui para a diminuição do número de doações, tirando a chance de sobrevivência de vários pacientes que aguardam em lista de espera.
Como funciona o sistema de captação de órgãos?
Se existe um doador em potencial, vítima de acidente com traumatismo craniano, ou derrame cerebral, com confirmação da morte encefálica, e autorização da família para a doação, a função dos órgãos deve ser mantida artificialmente.
Seguem-se então as seguintes ações:
·         O hospital notifica a central de transplantes (órgão da secretaria de estado da saúde) sobre o paciente com morte encefálica -  potencial doador.
·         A central de transplantes inicia os testes de compatibilidade entre o doador e os potenciais receptores, que aguardam em lista de espera. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão sobre quem receberá o órgão passa por critérios previamente estabelecidos como; tempo de espera e urgência do caso.
·         A central de transplantes emite uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica os hospitais e às equipes de transplantes responsáveis pelos pacientes.
·         As equipes de transplantes, junto à central de transplantes, adotam as medidas necessárias – meio de transporte, cirurgiões e equipe multidisciplinar – para viabilizar a retirada dos órgãos.
·         Os órgãos são retirados e os transplantes realizados.

Quem paga pelos procedimentos de doação?

O SUS (sistema básico de saúde). A família não paga pelos procedimentos relacionados à doação de órgãos e tecidos de doadores falecidos.

Como é a cirurgia para a retirada dos órgãos?

A cirurgia para a retirada dos órgãos é como qualquer outra e todos os cuidados de reconstituição do corpo são obrigatórios por lei (lei nº 9.434|1997). Após a retirada dos órgãos, o corpo fica como antes sem qualquer deformidade. Não há necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.

Só é possível ser doador após a morte?

É possível também a doação entre vivos, no caso de órgãos duplos (ex: rim). No caso do fígado e do pulmão, também é possível o transplante entre vivos, sendo que apenas uma parte do órgão do doador poderá ser transplantada no receptor.

Quem pode doar em vida?

O “doador vivo” é considerado uma pessoa em boas condições de saúde – de acordo com avaliação médica – capaz juridicamente e que concorde com a doação. Por lei, pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos podem ser doadores. Não parentes podem ser doadores somente com autorização judicial.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador vivo?

Rim: por ser um doador duplo, pode ser doado em vida. Doa-se um dos rins e, tanto o doador quanto o transplantado, pode levar uma vida perfeitamente normal.
Medula óssea: pode ser obtida por meio da aspiração óssea direta ou pela coleta de sangue.
Fígado ou pulmão: poderão ser doadas partes destes órgãos.

Existem riscos para o doador vivo?

Hoje com os inúmeros avanços tecnológicos e a capacitação dos profissionais da área médica, os riscos tendem a diminuir. Porém, há o risco associado a qualquer tipo de cirurgia e existem relatos de doadores que faleceram devido a complicações do procedimento de doações de órgãos. Converse com seu médico sobre esses riscos que variam para cada situação.

Qual a chance de sucesso de um transplante?

É alta. Mas o sucesso depende de inúmeros fatores com, por exemplo, o tipo de órgão a ser transplantada, a causa da doença e as condições de saúde do paciente, entre outras. Existem pessoas que fizeram transplantes de órgãos há mais de 25 anos, tiveram filhos e levam hoje uma vida ativa e normal.

Quantas pessoas aguardam por um transplante no Brasil?

Mais de 60.000 pessoas estão em lista de espera por um transplante. Esse número tende a aumentar e menos de 10% recebe um órgão ou tecido doado a cada ano por falta de doadores.

                                      (Albert Einstein- espaço saúde)

Saiba o que é endometriose

Endometriose é causada pelo surgimento de tecido endometrial , normalmente encontrado no interior do útero e, às vezes, em outros lugares do organismo (sobretudo na pelve).
Ocorre na fase da vida em que a mulher menstrua, cessando após a menopausa, embora haja casos raros após esse período. É mais freqüente após os 30 anos e em mulheres que nunca engravidaram.
Os locais comumente afetados são os órgãos ou estruturas vizinhas ao útero (como os ovários e o peritônio – membrana que recobre o interior do abdome), podendo atingir também a própria parede uterina (caso este que chamamos de adenomiose), o colo uterino, a vagina, ou intestino e a bexiga. Ainda que menos freqüente a doença apareça em cicatrizes cirúrgicas  ( especialmente de parto) e nos pulmões).

Causas
Não são totalmente conhecidas, embora diferentes hipóteses tentem explicar como ocorre o problema:
·         Teoria da menstruação retrógrada: fenômeno comum à maioria das mulheres, que faz com que o sangue da menstruação, em vez de sair pela via habitual, siga pelas trompas para o interior do abdome, possibilitando a fixação de células endometriais (que vão junto com o sangue) e o desenvolvimento  da endometriose em mulheres predispostas, por algum motivo ainda desconhecido.
·         Teoria da metaplasia celômica: transformação de com crescimento em local inadequado.

Ressaltam-se também outras possibilidades, como predisposição genética, disfunção imunológica e migração de células anômalas por meio da circulação.

Sintomas

·         Dor pélvica: dor durante a menstruação, no período da ovulação ou sem qualquer relação com o ciclo menstrual. Dor durante ou após o ato sexual também é freqüente.
·         Sangramento: fluxos menstruais intensos ou prolongados, sangramento entre as menstruações ou irregularidade menstrual.
·         Infertilidade.
·         Sintomas intestinais: diarréia, intestino preso, cólicas ou sangramentos, dificuldade ou dor ao evacuar.
·         Sintomas urinários:  dor ou sangramento ao urinar e aumento da freqüência urinária.
·         Outros sintomas: dor lombar, cansaço extremo.
Embora a maioria das mulheres com endometriose apresente algum dos sintomas acima, outras não referem nenhuma queixa. Além disso, esses sintomas são constantemente encontrados em outras situações, as quais devem ser sempre pesquisadas. Assim o atendimento médico – para esclarecimento do diagnóstico e acompanhamento – torna-se fundamental.

Diagnóstico
                      
Após avaliação clínica adequada (história relatada pela mulher e exame físico), existem alguns exames complementares que poderão ser úteis ( exames de sangue, ultra-som, entre outros).
Diante da suspeita de endometriose, pode-se acompanhar clinicamente a evolução do caso ou indicar  cirurgia por vídeo laparoscopia ( técnica que utiliza câmera e pinças, a fim de avaliar a cavidade abdominal por  meio de incisões mínimas) para realização de biópsia e confirmação diagnóstica. A cirurgia também pode ser realizada com corte no abdome (laparotomia), semelhante ao de uma cesariana, porém, isso apresenta algumas desvantagens quanto à cicatrização, tempo de recuperação pós- operatória e estética.
O tempo médio entre os primeiros sintomas e o diagnóstico é de aproximadamente sete anos e, por vezes, o diagnóstico é realizado durante investigação de infertilidade.

Tratamento

Deve ser decidido entre a mulher (ou casal) e o seu médico, e deve-se levar em consideração alguns fatores, como: idade, intensidade dos sintomas, desejo de ter filhos e gravidade do caso.
Dentre as possibilidades de tratamento, a maioria não é curativa. Visam a aliviar os sintomas de dor, reduzir as lesões, preservar ou restabelecer a fertilidade e evitar ou retardar a evolução da endometriose.

·         Tratamento medicamentoso: objetiva, fundamentalmente, a melhora dos sintomas. Quando se utiliza medicação hormonal, busca-se a parada da ovulação e, dependendo  da medicação, a suspensão dos fluxos menstruais. Algumas substâncias podem ter efeitos colaterais importantes e sua indicação deve ser avaliada caso a caso.
Dentre as medicações não- hormonais destacam-se os antiinflamatórios, utilizados nos períodos de dor.

·         Tratamento cirúrgico: pode ser conservador ou radical, sendo realizado preferencialmente por vídeo laparoscopia.
A cirurgia conservadora busca remover ou destruir o tecido endometrial em localização anômala e deve considerar, também, a extensão e tipo de lesões. Embora não promova a cura, pode aliviar os sintomas de forma considerável.
O tratamento radical pode ser necessário para mulheres com sintomas graves e sem melhora do quadro com as demais alternativas. Ele é indicado quando a mulher não deseja engravidar e consiste na retirada do útero, a qual será realizada com ou sem a remoção dos ovários. Quando os ovários são preservados, a chance de persistência ou retorno do problema existe e nova intervenção poderá ser necessária.
Lesões extensas, profundamente aderidas às estruturas afetadas, assim como a presença de doença na bexiga ou mo intestino, aumentam a complexidade da cirurgia realizada.
                                                                                                                  
·         Tratamentos complementares: exercícios físicos aeróbicos são recomendados e apoio psicológico pode ser necessário. Não há estudos clínicos comprovando a eficácia de terapias alternativas, mas algumas mulheres têm referido melhora da saúde com uso de acupuntura, homeopatia, cuidados  nutricionais (redução de cafeína, açúcar, álcool), além de técnicas de relaxamento e meditação (como ioga, por exemplo).

Endometriose e infertilidade

Mulheres inférteis que não obtiveram sucesso com outros tratamentos – e após avaliação completa do casal - são suscetíveis ao uso de técnicas de reprodução assistida. Esta opção é, muitas vezes, a mais eficaz entre as possibilidades para as mulheres inférteis com endometriose.

Tenha em mente:
                      
·         Endometriose não é uma infecção.
·         Endometriose não é doença contagiosa, nem doença sexualmente transmissível (DST).
·         Endometriose não é câncer.
·         Endometriose não é curada com gravidez, embora possa haver longos períodos assintomáticos (sem sintomas) durante a gestação e o aleitamento materno. Muitas vezes, porém, o problema pode retornar.
·         Endometriose diagnosticada precocemente auxilia no tratamento efetivo.
·         Endometriose sem tratamento, em geral, tende a piorar, apesar de não ser possível predizer o que vai acontecer em cada caso.
·         Endometriose não é sinônimo de infertilidade, mesmo que esta seja uma queixa comum. Seus mecanismos ainda necessitam ser mais bem esclarecidos.
Atenção à dor:
·         Que é intensa a ponto de afastar a mulher de suas atividades regulares (escola, trabalho ou esportes).
·         Que faz com que precise ficar na cama.
·         Que não melhora com analgésicos comuns.
·         Que ocorre sempre no mesmo período do mês.
·         Que se tem tornado pior.
                                                                                
                          ( Albert Einstein – espaço da saúde)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

TPM - Tensão Pré Menstrual

O sangramento mensal é uma expressão da feminilidade, da fecundidade e da receptividade.
Ao falarmos em feminilidade, estamos nos referindo a um princípio abrangente que inclui o pólo feminino do mundo, ao quais os chineses denominam yin, que os alquimistas simbolizam com a lua, e a psicologia profunda expressa através do símbolo da água.
A capacidade de auta-renúncia é a principal característica feminina, pois serve de base para todas as outras virtudes e aptidões, como se abrir á receptividade, á concepção, á proteção e á sensibilidade.
Mas esta renúncia implica numa ação positiva, como demonstram os símbolos arquétipos da feminilidade:
A água e a lua. Ambos os ícones renunciam a irradiar e transmitir ativamente, como faz o fogo e o sol.
Assim sendo, as mulheres se tornam capazes de receber a luz e o calor, deixando-os entrar e refletindo-os. A água renuncia á exigência de uma forma própria ela se adapta a qualquer forma, ela se entrega. O fato de não se “reconciliar” com a própria feminilidade, serve de pano de fundo para a maioria dos distúrbios menstruais.
A TPM é de alta importância porque martiriza a mulher periodicamente e interfere  no desempenho de suas funções habituais. Dentre as mulheres que menstruam, apenas um quarto da população feminina tem fluxos menstruais sem qualquer manifestação prévia, as demais apresentam um ou mais sintomas de intensidade variável.
O quadro clínico da TPM é bastante variado, podendo relacionar mais de 150 sintomas. Eles podem manifestar-se até dez dias antes da menstruação e desaparecem, quase sempre repentinamente, tão logo se inicie o fluxo menstrual.


Os principais sintomas são:

*fraqueza, ansiedade, irritabilidade e depressão;
*dificuldade de concentração, instabilidade, e indecisão
*alteração de apetite, com fortes tendências para determinados alimentos;
*transtornos do sono;
*modificação dos hábitos sexuais;
*dificuldade para relacionamentos interpessoais isolamento social;
*agressividade e tentativas de suicídios;
*fogachos;
*dores de cabeça;
*ganho de peso, dor e aumento do volume das mamas
*dor pélvica e nos membros inferiores (pernas);
*distensão do abdômen (inchaço no estômago);
*náusea, vômitos e diarréias;
*dores musculares e articulares;
*taquicardia, falta de ar e dor no peito;
*manifestações alérgicas (rinite, sinusite, coceiras no corpo, asma e conjuntivite).

Quais são as causas da TPM

1-ligadas a desequilíbrios hormonais das prostaglandinas;
2-fatores psicológicos, como atitudes e crenças relacionadas á menstruação;
3-fatores ambientais, como nutrição e poluição;
4-mais comum nas mulheres na faixa de 30 anos
5-pode ocorrer entre metade a três quartos das mulheres que menstruam.

Medidas auxiliares ao tratamento

1-restringir sódio, cafeína, fumo, álcool e açúcar refinado;
2-exercícios aeróbicos.

A prescrição de medicamentos é feita em função dos sintomas,
E deve ser indicada pelo seu médico.
Você pode ajudá-lo a melhor fazer esta terapia, fornecendo-lhe informações claras e precisas dos sintomas; isto pode ser feito por meio de um diário:

*mantenha registros por no mínimo três meses consecutivos;
*inclua datas, dia do ciclo, sintomas e sua gravidade, assim ele poderá determinar a sintomatologia predominante.

A TPM é uma característica feminina muito comum, mas pode ser aliviada sempre que interferir negativamente em suas atividades diárias.

A compreensão por parte de parentes, amigos e companheiros é um fator fora de seu controle, além de se desgastar com o tempo. Por isso é importante ter consciência das melhores maneiras de tratar os sintomas da TPM e estar sempre um passo a frente das possíveis interferências que possa trazer ao seu dia-a-dia.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sou diabético e agora?

Diabetes e uma dieta sadia

Os alimentos nos dão a energia de que necessitamos para viver.
Nosso organismo converte a maior parte dos alimentos que
Comemos em um tipo de açúcar que se chama glicose, da qual as células necessitam.
A insulina ajuda as células a conseguir o açúcar de que necessitam para produzir energia. Também evita que o açúcar se acumule no sangue. Mas, se você tem diabetes, a insulina não funciona como deveria ou talvez nem esteja sendo produzida.
Mesmo com a insulina não funcionando bem, uma dieta saudável pode ajudar seu organismo a manter o nível de açúcar no sangue em equilíbrio: nem muito alto nem muito baixo.

Seu planejamento alimentar

Faz parte de uma dieta saudável planejar a sua alimentação, escolher alimentos adequados, controlar o seu peso e manter um equilíbrio entre o que você come e a quantidade que come com as calorias que você gasta com a atividade  física.
Um nutricionista ajudará você a planejar a sua alimentação levando em conta:
*seu peso e idade
*sua atividade física
*seu nível de açúcar no sangue
*os alimentos que você gosta

Alimentos como pães, vegetais, frutas e doces afetam o nível de açúcar no sangue de diferentes maneiras.
É preciso escolher alimentos que ajudem a controlar o nível de açúcar no sangue.
Seu nutricionista vai ensinar você a fazer essa escolha.
Se você toma comprimido ou insulina, você aprenderá também a fracionar a alimentação durante o dia. Isso é importante para que os medicamentos funcionem bem, dentro daquele equilíbrio entre o que você e a energia que você gasta com suas atividades físicas.
Há pessoas, especialmente os ativos, que necessitam de lanches rápidos entre as principais refeições.

Atenção: é importante não excluir nenhuma refeição ou lanche rápido de seu planejamento.

Sua meta é se alimentar corretamente, nas quantidades corretas, nas horas certas, para controlar seu diabetes.

Alimentos ricos em fibras

Os alimentos ricos em fibras previnem que o nível de açúcar no sangue suba muito rapidamente depois de comê-los. As fibras também ajudam a evitar prisão de ventre e pode dar a sensação de saciedade, o que ajudará você a comer menos.

Os alimentos ricos em fibras incluem:

*frutas e vegetais frescos;
*pão e cereais integrais;
*feijão e legumes;
*arroz integral, cevada e aveia.

Alimentos com pouca gordura e sal

Alimentos com muita gordura têm muitas calorias. Substitua-os por alimentos com pouca gordura e pouco sal.
Eles ajudam a controlar seu peso e diminuem o risco de doenças cardíacas, aliás, com excesso de peso fica mais difícil você controlar também seu diabetes.

Para comer menos gordura

Não use manteiga, margarina, óleo, molhos de saladas e creme na comida.
Evite:
* carne com gordura, leite integral, queijo e frituras.
   Para isso, retire a pele da galinha, separe a gordura da carne antes de cozinhar ou comê-la.
Tome leite semi desnatado ou desnatado.
  • Seja cuidadoso com o que pedir em restaurantes e lanchonetes. As comidas rápidas (“fast-food”) geralmente têm muita gordura.
  • Coma queijos e sobremesas com pouca ou nenhuma gordura. Prepare os alimentos ao forno ou de forma grelhada ao invés de fritá-los.
 Ter pressão arterial alta é um problema comum em pessoas com diabetes. Se você é hipertenso, reduza a quantidade de sal na sua dieta. Isso vai ajudar a controlar a sua pressão arterial. 

Para reduzir o sal

Não use sal nos alimentos, mesmo no seu preparo
Não ponha o saleiro na mesa
Use temperos sem sal, como alho em pó, cebola, pimenta e ervas
Evite os alimentos como carnes defumadas, pepinos curtidos, batatas fritas, salames (eles contêm muito sal)

Quanto devemos comer?


Aprenda a controlar a quantidade de alimentos a ser ingerida durante a refeição.
É importante para manter em equilíbrio o nível de açúcar no sangue
Para isso, use copos dosadores ou balança

Use esses “truques”
A maioria das pessoas come mais do que pensa. Pesando freqüentemente os alimentos, com o tempo se aprende qual a quantia certa só pelo olhar.

Como ler os rótulos

A maioria das embalagens atualmente traz o valor nutritivo e as calorias dos alimentos, além dos ingredientes que entram em sua composição, tais como calorias, quantidades, carboidratos, sal, gordura, etc.
Isso ajuda você a escolher alimentos que se encaixam no seu plano de alimentação.
Se necessário, um nutricionista pode dar maiores detalhes para lhe ajudar. Principalmente sobre a parte técnica.

Anote o que você come

Faça um diário do que você come durante o dia. Isso ajuda você a controlar a quantidade e qualidade dos alimentos e, a saber, qual deles pode estar afetando o seu nível de açúcar no sangue.

Quando for comer fora de casa

Planejar antecipadamente ajuda pessoas com diabetes a controlar os níveis de açúcar quando se vai comer fora.
Algumas das maneiras de se fazer isso são:
  • Carregue refrigerantes dietéticos com você se achar que estes não são servidos.
  • Saber com antecedência o que vai ser servido. É o caso até de levar algo de acordo com seu plano alimentar.
  • Nos restaurantes, ao invés de frituras, peça alimentos assados ou grelhados.
  • Prefira saladas e tempere-você mesmo. Peça tempero separado.
  • Sempre leve um lanche com você em casos de seus planos terem sido mudados na hora de comer.

E bebidas alcoólicas?

Quem toma insulina ou comprimidos para diabetes, precisa ter cuidado.
A bebida alcoólica pode fazer baixar demais o nível de açúcar no seu sangue.
Se você tomar bebidas alcoólicas, tome apenas uma ou duas doses por dia.
Faça o teste do nível de açúcar no sangue depois de beber.

Se você beber:

*beba junto com a comida ou imediatamente depois de comer;
*beba lentamente;
*escolha cerveja “light” (álcool reduzido) ou cerveja sem álcool, ou ainda vinho branco;
*combine as bebidas com água mineral, refrigerantes dietéticos ou água pura.
Se você controlar: a hora de suas refeições, os alimentos que come, a quantidade deles, além de fazer exercícios com regularidade e tomar os medicamentos necessários, com certeza você vai conseguir também controlar o seu diabetes.
A alimentação sadia é importante para todas as pessoas, sejam elas diabéticas ou não.
Você e sua família podem saborear os mesmos alimentos gostosos e saudáveis que todo mundo aprecia.

Bom proveito!

Higienização simples das mãos

1-  Abra a torneira e molhe as mãos evitando encostar-se a pia.

2-  Aplique na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido para cobrir todas as superfícies das mãos.

3-  Ensaboe as palmas das mãos, friccionando entre si.

4-  Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda (e vice-versa) entrelaçando os dedos.

5-  Enlace os dedos e friccione os espaços interdigitais.

6-  Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta (e vice-versa), segurando os dedos, com movimentos de vai- e- vem.

7-  Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda (e vice-versa), utilizando movimento circular.

8-  Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha (e vice-versa) fazendo movimento circular.

9-   Esfregue o punho esquerdo, com o auxilio da palma da mão direita (e vice-versa), utilizando movimento circular.

10-     Enxágüe as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torne

11-     Seque as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos.

Gestantes

Amamentando.
Amor, carinho e proteção

A amamentação é um momento mágico que cria laços de amor e carinho entre mãe e filho.
Aproveite cada segundo ao lado do seu bebê.
Agora é hora de curtir.

Chegou a hora de amamentar? Então, aproveite para se dedicar pra valer a este momento delicioso entre você e seu bebê.

O aleitamento materno oferece a alimentação mais saudável e segura para o bebê. A organização mundial da saúde (OMS) recomenda que a amamentação seja exclusiva até o sexto mês de vida de seu neném, para só então fazer a introdução de novos alimentos, mantendo o aleitamento até os 2 anos de idade.

Existem tipos diferentes de leite?

Durante o período de amamentação você pode produzir três tipos de leite.

Colostro: é o primeiro leite. Dura até doze dias depois do parto e é ideal para o recém-nascido já que contém anticorpos que reforçam as defesas do bebê.

Leite de transição: é a passagem do colostro para o leite maduro. A quantidade de calorias aumenta.

Leite maduro: é o leite que tem os nutrientes ideais para o bebê até os dois anos.

Lembre-se: em nenhuma destas fases o seu leite é fraco. Ele apenas tem constituição diferente, de acordo com as necessidades do seu filho.

Benefícios para o seu bebê:

  • Alimento mais adequado do ponto de vista nutricional.
  • Fornece anticorpos.
  • É de fácil digestão.
  • Evita contaminação.
  • Diminui a possibilidade de problemas alérgicos e respiratórios.
  • Menos probabilidade de diarréias.
  • Fundamental para o desenvolvimento da arcada dentária.
 E para você também.

  • Favorece a perda de peso.
  • Favorece a volta do útero ao tamanho original.
  • Diminui a chance de câncer de mama.
  • Economiza tempo e dinheiro
A hora de amamentar:

         Escolha um local tranqüilo, coloque uma música relaxante e sente-se em uma poltrona com braços de apoio, bem confortável. Não se esqueça de lavar as mãos. As mamas devem ser lavadas somente no banho e é recomendável que você passe o próprio leite nos mamilos antes e depois de amamentar.

Conforto na hora de amamentar, para você e para o bebê.

Existem duas posições mais confortáveis para dar de mamar, a tradicional e a invertida. Conheça.

Tradicional: segure o bumbum do bebê com a mão oposta ao lado da mama a ser oferecida de modo que a cabeça dele fique na dobra do seu cotovelo e a barriga esteja voltada par a sua. Assim ele engolirá menos ar e mamará melhor.

Invertida: esta posição auxilia a esvaziar a mama porque altera o ponto de atrito e deixa o bebê mais acordado. Segure a nuca do bebê com a mão, apoiando o corpo dele sobre o seu braço do mesmo lado da mama a ser oferecida abaixo do seu braço. Nesta posição, a barriga do bebê fica encostada na sua costela, na diagonal.

Como saber se meu bebê está mamando direitinho?

  • O rosto do bebê deve estar próximo da mama e o queixo encostado nela.
  • Você não deve ouvir o bebê engolindo leite.
  • Você não deve sentir dor durante a  mamada.
  • Você vê o movimento do queixo do bebê para frente e para  trás.

Depois de mamar, é hora de arrotar.

Depois que seu bebê terminou de mamar, é recomendável fazê-lo arrotar.
Para isso, coloque-o em pé com a cabeça apoiada no colo ou no ombro por aproximadamente 10 minutos. Mesmo que o bebê arrote, é mais seguro deitá-lo de lado no berço.

Fissura mamária. Aprenda a prevenir.

As fissuras mamárias são geralmente resultantes de posicionamento de sucção inadequado do bebê durante a mamada: abertura insuficiente da boquinha ou distanciamento da mama da ponta do nariz e/ou do queixo do bebê.

Por isso, é ideal que você:
  • Procure manter os mamilos aerados sempre que possível.
  • Mantenha a sutiã sempre seco.
  • Tente tomar sol entre 9h e 10h da manhã nos mamilos por 5 minutos.
Se você perceber que seu mamilo está esbranquiçado, achatado, dolorido, ou se tiver qualquer dúvida sobre a forma correta de segurar seu bebê na hora de amamentar, peça ajuda a seu médico.

Para seu leite não empedrar:

  • Após cada mamada, apalpe bem as mamas e, se houver “leite de reserva”, procure o esvaziamento criterioso, usando bomba de sucção.
  • Mantenha as mamas elevadas, com sutiã apropriado. Isso mantém os ductos mamários retificados e favorece o esvaziamento mamário.
  • Amamente sempre nas duas mamas, mantendo o bebê na primeira até ele recusar.

Não se esqueça que as vitaminas são importantes antes, durante e depois de sua gestação.

Bons níveis de vitaminas na lactação, como as do complexo b, auxiliam no desenvolvimento físico e mental de seu filho, como crescimento, função motora e desempenho escolar.

Converse com seu médico sobre o uso de polivitamínicos e minerais durante toda a gravidez e a lactação.