sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vaginose Bacteriana

Normalmente a vagina contém numerosas bactérias: lactobacilos acidófilos (bactérias benignas e protetoras) e bactérias anaeróbias (bactérias causadoras de infecções).
Quando ocorre um desequilíbrio dessa flora vaginal devido ao aumento exagerado das bactérias anaeróbias, produz-se uma infecção denominada vaginose bacteriana.

Na maioria das vezes, essa contaminação está associada ao  contato de fezes com a vagina, higiene local inadequada, sexo sem proteção e múltiplos parceiros.

Cerca de 20% a 80% das mulheres são portadoras sem apresentar sintomas. Mas existem aquelas que apresentam:

  • Corrimento vaginal com odor desagradável, mais acentuado após relação sexual e no período menstrual;
  • Pode ter cor branca, cinza ou amarelada;
  • Ardência ao urinar;
  • Coceira ao redor da vagina;
  • Dor durante as relações sexuais.
A doença raramente surge em mulheres que nunca tiveram relações sexuais.

A vaginose bacteriana é simples de ser tratada. O tratamento é feito à base de medicamentos antimicrobianos por via oral, associados a creme vaginal. Recomenda-se o tratamento de parceiros apenas para os casos em que a doença se repita.
Na gravidez, suas complicações podem ocasionar parto precoce, prematuridade, infecção de líquido amniótico e recém-nascido com peso abaixo da  média.

Em mulheres não grávidas, as bactérias podem ocasionar;
  • Infecções sérias no útero;
  • Alteração da imunidade (resistência) local.

Pode haver aumento do risco de:
*câncer;
*infertilidade;
*infecção por outras doenças sexualmente transmissíveis (DST)

Prevenção

A higiene íntima diária é fundamental para a prevenção das infecções vaginais.

  • Use sempre um sabonete capaz de restaurar e/ou manter a flora vaginal.
  • Mantenha a região sempre limpa, seca e bem arejada.
  • Faça uso de roupas íntimas leves e de algodão.
  • Evite roupas íntimas de fibra sintética.
  • Use sempre preservativos masculinos ou femininos durante todas as relações sexuais, incluindo relações anais e vaginais (um preservativo para cada “local”).
  • Limpe a vagina sempre no sentido da parte da frente para trás.
  • Depois de nadar, troque-se depressa, usando uma roupa seca em vez de ficar com o traje de banho molhado por períodos prolongados.
  • Evite  produtos químicos, sabonetes muito perfumados e sprays vaginais que podem causar irritação à região genital.
  • Evite duchas higiênicas.
  • Troque freqüentemente os absorventes íntimos e protetores de calcinha.
  • Evite usar calças apertadas.
  • Acostume-se a dormir sem calcinha.
  • Tome cuidado ao se depilar para não causar inflamação e/ou infecção local.
  • Realize controle ginecológico periódico.
Siga qualquer tratamento ginecológico prescrito pelo seu médico até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam antes do término da medicação. 



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Perguntas e respostas sobre incontinência urinária

O que acontece na hora de urinar?
Você urina relaxando a musculatura uretral, contraindo os músculos da bexiga.

O que é uretra?
A urina passa da bexiga  para fora do corpo, através de um pequeno  tubo chamado uretra.


O que é incontinência urinária?
Incontinência urinária é nomeada pela sociedade internacional da incontinência urinária como “condição na qual ocorre perda involuntária de urina, sendo um problema social ou de higiene e é possível de ser demonstrado ou observado.”

O que  causa a incontinência urinária?

  • Fraqueza dos músculos que sustentam a bexiga.
  • Fraqueza de bexiga por si própria
  • Fraqueza da musculatura uretral
  • Hiperatividade dos músculos da bexiga.
  • Falta de hormônio feminino.
  • Doenças neurológicas.

Existem quantos tipos de incontinência?
Existem alguns tipos: urge incontinência, incontinência urinária de esforço, incontinência por fluxo elevado etc.
A maioria dos pacientes apresenta mais do que um tipo de incontinência urinária.

O que é urge incontinência?
O paciente perde urina tão logo ele sinta vontade de ir ao  banheiro. Assim, você pode perder urina antes de chegar ao banheiro. Pode acontecer de dia ou de noite.


O que é incontinência urinária de esforço?
O paciente  perde urina fazendo esforço, como movimentando-se , tossindo, espirrando,  carregando  peso etc.

O que é incontinência urinária de fluxo elevado?
Neste caso o paciente não tem a sensação e vontade de urinar, involuntariamente acaba perdendo urina durante o dia e/ou à noite.

Quais são as causas de incontinência urinária?
Um profissional da saúde  avaliará  sua história e sintomas. Após lhe examinar e, se necessário, pedirá exames e poderá esclarecer suas dúvidas quanto à melhor forma de tratamento.

Existe tratamento para incontinência urinária?
Após esclarecer o motivo de sua perda urinária, algumas formas de tratamento podem ser sugeridas: técnica comportamental, medicação e cirurgia.

A incontinência urinária faz parte do envelhecimento?
Não! Pode ocorrer em várias faixas etárias e sempre pode e deve ser tratada.

O que é tratamento comportamental?
As técnicas comportamentais são comumente utilizadas. Treinamento da bexiga e dos músculos pélvicos. Normalmente o treinamento da bexiga é usado para urge incontinência. Pacientes com incontinência de esforço se beneficiam de exercícios que fortalecem a musculatura pélvica (Kegel).

Para que usar remédios?
Para tratar infecções urinárias e reduzir a contração anormal dos músculos da bexiga.

Como a cirurgia pode tratar a incontinência urinária?
A cirurgia também é indicada no tratamento de incontinência, desde que o médico analise bem o caso. É possível corrigir defeitos anatômicos pós- parto ou traumas que ocorreram na região pélvica.

O que você precisa saber sobre Dor Torácica

Procure orientação médica mesmo quando sofrer uma dor torácica de pequena intensidade.
Definição
A dor torácica, também chamada de dor no peito, pode ser causada por uma série de condições clínicas, que vão desde contraturas musculares até infarto do miocárdio. Cabe ao médico estabelecer um diagnóstico diferencial e, assim, oferecer ao paciente o tratamento adequado e a melhor orientação para cada condição.
Quais as principais causas da dor torácica?
As causas mais comuns de dor torácica não estão relacionadas ao coração e são condições de risco relativamente baixo:
·         Doenças pulmonares: pneumonia, por exemplo;
·         Dores ósteomusculares: (ossos e músculos): contratura dos músculos do tórax que pode ser provocada por prática de exercícios físicos sem aquecimento adequado; osteocondrite (inflamações nas articulações das costelas com o osso esterno), neurites intercostais (inflamações dos nervos que se localizam entre as costelas, ex: herpes zoster) etc..
·         Doenças do aparelho digestivo: doença de refluxo, espasmo do esôfago, gastrite, úlcera, entre outras.
As causas mais temíveis de dor torácica são aquelas decorrentes da obstrução das artérias coronárias – vasos responsáveis por nutrir o músculo do coração – e que ocorre em 5 a 15% dos pacientes com dor no peito que procuram os serviços de emergência.
A principal causa dessa obstrução é a aterosclerose (depósito de gordura e outras substâncias na parede das artérias) e que pode se manifestar clinicamente na forma de angina do peito e de infarto do miocárdio.
Que sintomas podem sugerir que a dor torácica seja de origem cardíaca?

Ø  Dor, pressão ou desconforto no peito que pode irradiar-se para as costas, ombros, braços, e pescoço. Mesmo que ceda rapidamente é aconselhável que se procure um serviço médico (preferencialmente cardiológico) o mais breve possível.
Ø  Tontura falta de ar, suor em excesso, aumento da freqüência cardíaca, náuseas ou vômitos.
Ø  Mal - estar mesmo na ausência de dor ou desconforto no peito.

Cerca de 50% dos pacientes que desenvolvem infartos apresenta sintomas brandos precedendo o mesmo, e que podem ocorrer desde 30 dias a até algumas poucas horas antes desse evento, o que significa que estes sintomas sempre devem ser adequadamente avaliados, mesmo que se leve intensidade ou de curta duração.

Existem pessoas com maior risco de apresentarem dor torácica de origem cardíaca e que deveriam estar mais atentas?

Sim. As pessoas que apresentam fatores de riscos cardiovasculares estão mais sujeitas a terem como causa de dor torácica uma obstrução nas artérias coronárias. Esses fatores de risco, quando presentes, aumentam a chance de desenvolvimento de “placas de aterosclerose” nas paredes das artérias coronárias:

·         Fumantes. O fumo esta fortemente associada à progressão das doenças relacionadas à aterosclerose. É um fator de risco “independente”, pois isoladamente é capaz de aumentar o risco de ataque cardíaco.
·         Diabéticos. O diabetes danifica a parede das artérias facilitando o depósito de gordura e a formação de placas ateroscleróticas. Dessa maneira, a chance de ocorrência de infarto é 2 a 4 vezes maior que nos não diabéticos. Os diabéticos apresentam com maior freqüência “infartos silenciosos”, sem dor no peito, por isso devem estar a qualquer mal-estar súbito e procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.
·         Colesterol elevado. Valores elevados de colesterol total e colesterol “ruim” (LDL) e valores reduzidos de colesterol “bom” (HDL) aumentam a chance de ocorrência de angina e infarto.
·         Hipertensos (“pressão alta”). Pessoas com hipertensão arterial apresentam risco aumentado de ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral. O controle adequado da pressão arterial, por sua vez, reduz a chance de ocorrência desses eventos.
·         Idosos. Pessoas com mais de 65 anos têm maior chance de apresentarem um ataque cardíaco. Freqüentemente, o principal sintoma apresentado por eles é “falta de ar de inicio súbito” ou “mal-estar súbito” e não a dor no peito. Idosos com esses sintomas devem ser avaliados o mais breve possível por um médico.
·         Drogas de abuso. Cada vez mais casos de infarto do miocárdio em pacientes jovens têm sido associados à utilização de drogas de abuso, como cocaína, anfetamina e seus derivados. Nestes casos, além de haver uma aceleração no desenvolvimento da aterosclerose nos usuários crônicos, existe a possibilidade de a droga induzir “espasmos” nas artérias coronárias e arritmias cardíacas no uso “isolado”.
·         Portadores de alguma doença aterosclerótica conhecida. Pessoas que podem ser portadoras de obstruções em outras artérias do corpo, como diagnósticos prévios de acidente vascular cerebral, doença das artérias carótidas, doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), doenças da aorta, doenças das artérias renais, além da própria doença coronariana.

É verdade que o ataque cardíaco ocorre preferencialmente nos homens e que, portanto, as mulheres não precisam se preocupar com a dor torácica?

Não. As doenças cardiovasculares (infarto e derrame) são as principais causas de morte tanto em homens quanto em mulheres. O risco de a mulher ter um infarto aumenta após a menopausa, especialmente se ela apresentar os fatores de risco citados anteriormente. Dessa forma, se apresentar dor súbita no peito ou mal-estar súbito, deve procurar atendimento médico o mais breve possível.

Ao procurar um serviço de pronto atendimento devido à dor torácica, quais exames poderão ser realizados?

São vários os exames disponíveis atualmente para esclarecer a causa da dor torácica. Abaixo citaremos os mais utilizados e caberá ao seu médico definir quais os que melhor se aplicam no seu caso:

·         Eletrocardiograma. Este é o primeiro e mais importante exame para se verificar se a dor no peito que você esta sentindo é de origem cardíaca. Apesar disso, esse exame pode não dar o diagnóstico em cerca de metade dos casos, havendo necessidade de outros exames e repetição do mesmo.
·         Tropo nina. São proteínas liberadas no sangue quando ocorre dano ao músculo do coração como, por exemplo, no infarto. É colhido sangue para análise laboratorial.
·         Raios-x d tórax. Ajudam a descartar causas pulmonares para a dor no peito. Ex: pneumonia.
·         Mi bi de repouso (cintilo grafia do miocárdio). Trata-se de um exame de imagem que permite avaliar se o fluxo CE sangue no músculo cardíaco está ou não alterado quando realizado na vigência da dor no peito ou poucas horas após o seu término. Caso o resultado do exame seja negativo, a chance do paciente vir a apresentar complicações cardíacas graves nos próximos 12 meses é baixa ( cerca de 3%).
·         Teste sob estresse (teste ergométrico cintilo grafia ou eco cardiograma). Um desses testes poderá ser indicado quando o diagnóstico permanecer inconclusivo após os testes de repouso.
A escolha do melhor método dependerá das condições clínicas de cada paciente.
·         Angiotomografia de coronárias. É um exame de tomografia computadorizada para avaliação não invasiva das artérias coronárias que, quando normal, tem valor alto preditivo negativo, ou seja, praticamente exclui o risco de eventos coronarianos nos próximos 12 meses.
Cateterismo cardíaco (angiografia coronária). Quando os exames não invasivos não são suficientes para definir o risco ou demonstram alterações, ou quando ocorre alguma mudança evolutiva no quadro clínico, eletrocardiográfico ou laboratorial que define um risco alto de infarto, poderá ser necessária a realização de um cateterismo cardíaco. Trata-se de um exame realizado por meio de um cateter em artéria da perna ou do braço e dirigido até o coração e que permite visualizar o interior das artérias coronárias e verificar se existem obstruções. Risco que poderiam

O que é um protocolo de dor torácica?

Existem situações nas quais nem o quadro clínico nem o eletrocardiograma esclarecem a causa da dor no peito e, ainda assim, pode se tratar de casos de dor torácica de origem cardíaca. Por outro lado, existem os casos de menor risco que poderiam não necessitar de internação.
E nesse cenário são importantes os protocolos que, com base nas melhores evidências científicas, auxiliam o médico na tomada de decisão sobre a estratégia adequada para esclarecer e tratar a causa da dor torácica.
A maioria dos protocolos de dor torácica utiliza um período de observação de até 12 horas, durante as quais são realizados os exames necessários para avaliar o risco de os sintomas serem devidos a um evento cardiovascular.

Quem são os pacientes incluídos no protocolo de dor torácica?

Aqueles nos quais após avaliação clínica e realização do eletrocardiograma (ECG) ainda há dúvida quanto à causa da dor torácica.
A aplicação do protocolo pode evitar a internação em mais de metade dos casos, bem como pode identificar pacientes que poderão vir a apresentar um evento coronário grave nos próximos 30 dias, mas qual não estão desenvolvendo um infarto no momento.

·         Pessoas com dor no peito sugestiva de infarto ou de angina do peito, mas com ECG normal;
·         Pessoas que já sabem ser portadoras de obstruções em outras artérias;
·         Diabéticos;
·         Pessoas com dois ou mais dos fatores de risco citados anteriormente;
·         Idosos.

(Albert Einstein – espaço saúde)


O que você precisa saber sobre: Lombalgia

Simples medidas melhoram, curam e previnem a lombalgia
O que é
Lombalgia caracteriza-se por dores, agudas ou crônicas, da coluna lombar. Atinge cerca de 80% da população adulta em algum momento de sua vida. Entre os distúrbios dolorosos mais freqüentes nos seres humanos, a lombalgia perde apenas para a cefaléia. É a principal causa de licença médica do trabalhador (absenteísmo ao trabalho) na faixa etária produtiva e cerca de 5% das crianças terão pelo menos um episódio.
A lombalgia não é uma doença e sim um sintoma. Já foram enumeradas cinqüenta de suas causas. Na maioria dos casos, os especialistas têm dificuldade em identificar qual a estrutura da coluna responsável pelos sintomas. Em cerca de 1,5% desses casos, a dor se irradia para as pernas, devido a compressão de uma ou mais raízes nervosas no nível da espinha- situação denominada “ciática”.
A boa notícia é que mais da metade dos casos de dor lombar aguda se cura ou melhora com simples medidas e, às vezes pela própria natureza, após durão média de 2 a 6 semanas. Cerca de 80% recuperam-se e retornam às suas atividades rotineiras.
A dor lombar pode tornar-se crônica em indivíduos que reagem ao estresse de qualquer natureza, com manifestações de dor lombar ou com o agravamento de processos existentes, com duração igual ou maior do que seis meses. Nesses casos, fatores psicossociais ( como depressão, ansiedade, abuso de drogas, falta de condicionamento físico e problemas familiares) são importantes.
Causas
Existem diversas causas de dor na coluna lombar, as quais aparecem isoladas ou combinadas, sendo as principais:
1- mecânicas e posturais
Originadas por erros de postura, obesidade, gravidez, esforços repetitivos e seqüelas neurológicas – como derrame ou paralisia infantil.
2- hérnia de disco
O disco intervertebral é uma estrutura localizada entre duas vértebras e funciona como amortecedor de impactos e distribuidor de esforços da coluna. Quando o disco se rompe, forma-se a conhecida hérnia de disco. Em geral, essas rupturas ocorrem em um ou mais níveis isolados ou combinados, em decorrência de sobrecargas.
O trauma pode não apresentar sintomas ou desencadear dor na própria região com ou sem irradiação para coxas e pernas, sendo que a dor pode agravar-se quando o indivíduo tossir, espirrar ou evacuar.
É necessário rigor diagnóstico para atribuir a causa da dor à hérnia de disco. Nesses casos, é fundamental existir correlação evidente entre o resultado dos exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética), da história relatada pelo indivíduo e do exame clínico feito pelo médico. Há que se salientar que em até 35% dos casos a hérnia de disco pode ser um achado casual em um exame de imagem, motivado por outras queixas, ou seja, a hérnia não é responsável pela dor. Com ou sem tratamento, o organismo tende a reabsorver parcial ou totalmente até 40% das hérnias. Em até 90% dos casos com tratamento clínico correto, ocorre cura e o tratamento cirúrgico ocorre em não mais que 5% deles.
3- degenerativas (artrose)
À medida que envelhecemos, ocorrem fenômenos redutores da força e da flexibilidade da coluna. Na maioria dos casos, não há sintomas. Quando eles surgem, é sinal de que houve comprometimento de:
·         Estruturas como as articulações;
·         Calcificação de ligamentos;
·         Ossificações que crescem para dentro e para fora da estrutura da coluna e que as radiografias revelam imagens semelhantes a um bico de papagaio, ou seja, a artrose.

Existem situações em que a artrose diminui o diâmetro do canal vertebral, podendo comprimir as estruturas nervosas e desencadear sinais e sintomas neurológicos, quadro clínico conhecido como estenose de canal vertebral, que apresenta maior incidência após os 50 anos.

Entre outras causas, temos:

·         Doenças reumáticas inflamatórias: espondilite anquilosante, artrite psoriática, artrite reativa;
·         Espondilolistese: defeito que ocorre em uma das estruturas posteriores das vértebras e que pode causar deslocamento para frente de uma vértebra sobre a outra;
·         Fraturas: por osteoporose ou acidentes;
·         Tumores: devido à metástases das mamas, próstata, rins e pulmões;
·         Infecções: que costumam ser de origem bacteriana.

Tratamento e prevenção

Hoje em dia, reconhecer melhor os fatores de risco que, na maioria dos casos, estão associados ao estilo de vida, que predispõem o ser humano a ter dor, permite a instituição de medidas que facilitam a prevenção da lombalgia.
A empreitada para obter sucesso exigirá disciplina e determinação, porque cabe somente a você executar as recomendações médicas para afastar as ameaças.
Assim sendo, a correção da postura, o controle alimentar para redução do sobrepeso, a realização de exercícios – em especial, os de alongamento e os que favoreçam o condicionamento físico – e o cessar do tabagismo são essenciais.

                                   (Albert Einstein- espaço saúde)
                                                                                            



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

35 Dicas de Alimentação Saudável

35 dicas de alimentação saudável sem proporcionar ganho de peso

No climatério, a alimentação deve sofrer uma redução de 200 a 400 calorias diárias, devendo ser pobre em gordura e açúcares, e rica em frutas, vegetais, fibras e grãos. A ingestão de cálcio e vitamina d é fundamental.
1-    Não ter uma vida sedentária para evitar progressivo aumento de peso que ocorre nessa fase do climatério.

2-   Consumir hortaliças para aumentar o teor de fibras da dieta.

3-   As hortaliças são fontes de vitaminas e minerais. Consumi-las sob a forma de saladas cruas.

4-   Substituir alimentos mais calóricos por similares mais saudáveis e de custo acessível.

5-   Substituir os açúcares por adoçante artificial.

6-   Consumir alimentos ricos em fontes de ferro, escolhendo as opções menos calóricas: carne branca ou vermelhas magras.

7-   Consumir alimentos fontes de vitamina c, as frutas podem ser consumidas nas formas de sucos ou in natura.

8-   Diminuir o consumo de cafeína, na forma de café, mate, refrigerante de cola, pois nessa fase ocorrem interferências no ciclo do sono.

9-   O ponto principal é escolher alimentos de baixa caloria e de alto valor nutritivo baseado na pirâmide da alimentação.
10- evite os alimentos refinados.
11- ao comprar alimentos prontos, leia os rótulos e opte pelos de menor valor calórico.
12- observe o rótulo das embalagens quanto à quantidade de gordura, calorias e teores de sódio.
13- as fibras ajudam na dieta para a redução de peso, pois aumentam a sensação de saciedade.
14- evite alimentos de difícil digestão, que aumentam o tempo de esvaziamento gástrico e podem causar os indesejáveis suores.
15- optar pelos derivados de leite nas versões menos calóricas como: leite desnatado, leite em pó desnatado, queijos magros, e iogurtes com baixo teor de gordura.
16- evitar alimentos com alto teor de gordura com creme de leite e leite integral.
17- os derivados da carne são ricos em proteína, mas contêm excesso de calorias. Consumir de preferência as carnes magras como: peixes e frango.
18- ao preparar seu alimento, retire ao máximo a gordura visível das carnes a serem consumidas.
19- ao consumir os ovos, como somente a clara.
20- se comer em restaurante escolha pratos com baixos valores calóricos como: frango grelhado, carnes magras, saladas e frutas de sobremesa.
21- os pães integrais são ricos em vitamina, minerais e fibras.
22- evite alimentos com adição de açúcar e gorduras.
23- reduzir o consumo de frutas secas, pois contêm alto teor de calorias. Comer pelo menos uma fruta cítrica diariamente.
24- os vegetais são alimentos de baixo valor calórico, mas ricos em vitaminas, minerais e fibras.
25- quanto mais colorido seu prato, mais saudável.
26- consuma folhas verdes e escuras, folhas alaranjadas e amarelas. Alimentos de baixa caloria como: cenoura, rabanetes e aipo são muito nutritivos para se comer nas refeições.
27- as frutas e vegetais fornecem volume a dieta e uma sensação de estar satisfeito após comê-los, sem excesso de calorias.
28- usar o mínimo possível de derivados de gordura na sua alimentação como: molhos para saladas, manteiga, margarina e óleos de cozinhar.
29- não preparar os alimentos com óleos utilizados anteriormente para frituras e utilizar panelas antiaderentes como teflon.
30- reduzir o consumo de álcool, pois é calórico e não possui nenhum nutriente. 1 g de álcool equivale a 7 calorias. As cervejas “light” economizam cerca de 50 kcal.
31- evitar o consumo em excesso de sal. Tentar substituí-lo por ervas seca que melhoram o sabor dos alimentos.
32- ao invés de ingerir 2 ou 3 refeições diárias, faça 5 ou 6 pequenas. Dê preferência aos alimentos com baixas calorias e nutritivos entre as refeições.
33- somente cozinhe pequenas porções de alimentos por refeição, ou seja, o suficiente para evitar a tentação das repetições.
34- pesquisem quais são os alimentos pobres em calorias em cada um dos derivados dos alimentos e introduza agradáveis ao seu paladar. Aprenda a substituir alimentos de alta caloria pelos de baixa.
35- bebidas como leite desnatado, sucos e água de coco possuem poucas calorias. O consumo de líquidos deve ser alto para que crie uma sensação de saciedade durante as refeições.
                 
(coleção 35 dicas - Marianne de Medeiros Tabalipa – CRN 20001001625)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O que você precisa saber sobre – exames para detecção precoce do câncer de próstata.

- A chave para o tratamento adequado é a detecção precoce.
O que é próstata?
É uma glândula, exclusiva do sexo masculino, do tamanho de uma noz, pesando cerca de 20 gramas. Esta localizada abaixo da bexiga, à frente do reto (porção final do intestino) e circunda a uretra (canal por onde sai à urina).
A próstata é responsável pela produção de uma substância que, juntamente com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides (que são produzidos nos testículos) formará o sêmen (ou esperma). Sem o liquido produzido pela próstata, os espermatozóides não sobreviveriam até atingir o óvulo no momento da fecundação.
Diversas doenças podem atingir o aparelho geniturinário masculino, diante desse contexto, seguem algumas orientações básicas a fim de que se informe a respeito e saiba como realizar exames de detecção precoce para o tratamento adequado.

Como detectar precocemente o câncer de próstata?
O rastreamento deve ser feito em todo o homem a partir dos 45 anos e compreende uma consulta clínica que consta, basicamente, de:
História clínica e antecedentes familiares.
Hábitos alimentares (como dieta rica em gordura animal) podem estar relacionados com maior incidência do problema, por exemplo.
Homens com pai ou irmãos com histórico de câncer de próstata apresentam riscos cinco vezes maior e, por isso, a realização de exames para a detecção precoce deve ser iniciada mais cedo: aos 40 anos ou menos.
Dosagem do psa.
O psa (que significa antígeno prostático específico) é uma proteína induzida exclusivamente pela próstata e pode estar aumentada não somente nos casos de câncer, mas também no crescimento benigno (hiperplasia) ou inflamação prostática (Prost atite). É o principal marcador sanguíneo de câncer da próstata e é analisado por meio de coleta de sangue.
O nível de psa no sangue pode ser alterado em situações do dia-a-dia, como ejaculação recente e prática de esportes como ciclismo ou equitação.
Exame digital da próstata.
Insubstituível para o diagnóstico precoce do tumor de próstata, pois cerca de 20% dos tumores não terão o marcador sanguíneo (psa) alterado.
É conhecido popularmente como ‘toque retal’.
O reto é a única via natural de acesso, por estar muito próximo à próstata. Nesse exame, o médico avalia o tamanho e a consistência prostática. A presença de pontos endurecido sugere fortemente a presença de doença maligna.
O preconceito em relação ao toque retal é uma grande barreira para a detecção precoce.
Em caso de toque retal suspeito (com presença de nódulo endurecido palpável) ou elevação anormal do psa, torna-se necessária a confirmação do diagnóstico por meio da biópsia, método utilizado para a retirada de pequenos fragmentos da próstata para análise laboratorial.
Se confirmado o diagnóstico de câncer de próstata, outros exames serão realizados para mostrar se a doença esta localizada ou possui disseminação à distância (a chamada ‘metástase’).
Esse é o ponto-chave para o urologista orientar o tratamento adequado, que vai depender de outros fatores, como idade e doenças pré-existentes (hipertensão, doenças cardíacas, entre outras).
Saiba um pouco mais sobre o câncer de próstata.
O câncer da próstata corresponde à segunda causa de morte por câncer em homens do brasil. O instituto nacional do câncer (inca) estima a ocorrência de 47.280 casos novos para 2006.
Em sua fase inicial, o câncer da próstata não apresenta sintomas. Na maioria dos casos, o tumor tem um crescimento lento, levando aproximadamente 15 anos para atingir 1cm³ e acomete, na maioria das vezes, homens acima de 50 anos de idade. Por isso a avaliação urológica a partir dos 40 ou 45 anos é fundamental na detecção precoce.
O aumento observado nas taxas de incidência desse tipo de problema pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade nos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida do brasileiro.
Outros problemas, menos graves, podem atingir a próstata. São eles:
Hiperplasia benigna da próstata
É um processo de crescimento, considerado normal e benigno, que pode ocorrer a partir da quarta década de vida. Não há qualquer relação entre hiperplasia benigna e câncer de próstata.
Devido à localização da próstata, se ela estiver aumentada, pode comprimir a uretra gerando a sintomas como dificuldade de urinar, urgência urinária, diminuição do jato, problemas para começar a micção, redução do intervalo entre as micções, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e até sangramento.
O diagnóstico é confirmado pelo toque digital, onde o examinador pode ter uma noção da dimensão e consistência da próstata. O ultra-som complementa a avaliação, fornecendo informações sobre o volume correto da glândula, alterações no trato urinário superior (rins, ureteres), além de avaliar o esvaziamento da bexiga, por meio da medida do volume vesical pós-miccional.
O tratamento clínico (medicamentoso) é realizado quando os sintomas passam a incomodar. Mediante o insucesso deste, ou quando existem alterações no trato urinário (cálculos na bexiga, sangramento, infecção de repetição ou retenção urinária) é realizado tratamento cirúrgico, onde é retirada a porção suficiente para desobstruir a uretra e permitir que o paciente volte a urinar sem dificuldade.
Prostatite
É a inflamação da próstata. Manifesta-se com quadro de febre alta, desconforto e dificuldade para urinar, no quadro agudo. Sintomas como desconforto perineal, na base do pênis ou ardor ao ejacular podem estar presentes.
O tratamento é clínico e à base de antibióticos.
Quanto mais precoce o diagnóstico, maior é a chance de cura. Por isso, a avaliação urológica é tão importante. Nela serão pesquisado vários outros possíveis problemas como:
·         Doenças renais: cálculos, cistos, tumores ou malformações;
·         Doenças da bexiga: cálculos, divertículos, tumores, etc.;
·         Disfunção erétil;
·         Distúrbios androgênicos do envelhecimento masculino;
·         Doenças sexualmente transmissíveis (DST)

Em resumo: apesar do preconceito que ainda existe em relação ao exame, é simples e fácil detectar precocemente o câncer de próstata e tratá-lo adequadamente.
Só depende de você. Pense nisso!

                                  (Albert Einstein- espaço saúde)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que você precisa saber sobre consumo de álcool.

Álcool sem distorção.
Sabemos que o consumo de álcool ocorre desde tempos pré-bíblicos. Com a evolução tecnológica, com o desenvolvimento do processo de destilação, com as mudanças provocadas pelo processo de urbanização e no estilo de vida, o álcool passou a ser consumido por um grande número de pessoas e a desempenhar importante papel nas relações sociais. Conseqüentemente, as complicações físicas e mentais começaram a ser identificadas e estudadas.
Um importante levantamento realizado pelo centro brasileiro de informações sobre drogas psicotrópicas (cebrid) revelou que 77,3% dos homens e 60,6% das mulheres que vivem em cidades com mais de 200 mil habitantes fazem uso de álcool, e que, 17,1% da população masculina e 5,7% da feminina são dependentes de álcool. O consumo excessivo de álcool é hoje um importante problema de saúde pública e apresenta uma série de riscos para sua saúde.
Uso, abuso e dependência
Não existe uma fronteira clara entre uso, abuso e dependência, mas uma evolução progressiva entre esses estágios.
Uso  pode ser definido como qualquer consumo, seja para experimentação, esporádico ou episódico, não necessariamente associado a problemas.
Abuso é o consumo associado a algum tipo de prejuízo físico, psicológico ou social.
Dependência está associada a algum tipo de perda de controle e problemas importantes para o usuário. Mesmo a dependência envolve níveis de gravidade, desde a leve (mais dificilmente percebida) até a grave, facilmente identificada.
Consumo de álcool e riscos à saúde
O álcool até pode ser benéfico se consumido em pequenas quantidades e por pessoas em voas condições de saúde.
Apesar disso, lembramos que não há consumo de álcool totalmente sem risco. Por exemplo, uma única dose antes de dirigir um automóvel pode ser a causa de acidente grave.
Menores de 18 anos não devem consumir álcool; no Brasil, a venda de álcool a menores é proibida por lei.
Mas o que são pequenas quantidades?
Veja a tabela abaixo:


Mulheres
Homens
Por semana
Até 7 doses
Até 14 doses
Em uma única ocasião
Até 3 doses
Até 4 doses


A quantidade de bebida que implica em riscos para a saúde é diferente para homens e mulheres e também variam em função do peso corporal.
Quanto é “uma dose” de álcool?
A quantidade de álcool nas bebidas varia conforme o tipo.
As bebidas destiladas (whisky, vodka, aguardente, entre outras) contêm de 40 a 50% de álcool puro; os vinhos (fermentados) vão de 8 a 16%; as cervejas ( também fermentadas) contêm cerca de 5% e estas concentrações devem figurar nos rótulos dos produtos. Mas, para facilitar o seu controle, utilize a tabela abaixo.

Bebida
Número de doses
Uma lata de cerveja
1
Uma garrafa de cerveja
2
Um chopp
1
Um copo de vinho
1
Uma garrafa de vinho
5
Uma dose de destilado (50 ml)
1






Assim, por exemplo, o consumo de baixo risco para uma mulher ( em boas condições de saúde) é de uma lata de cerveja por dia.
Um homem que beba uma garrafa de vinho num único dia, ainda que esporadicamente, esta fazendo um consumo de alto risco, mesmo que esteja em ótimas condições de saúde.
Deve-se considerar um consumo ainda mais restrito de álcool (ou mesmo nenhum consumo) em algumas situações: mulheres grávidas ou pretendendo engravidar, usuários de determinados medicamentos, pessoas com 65 anos ou mais, pessoas com antecedentes pessoais ou familiares de abuso ou dependência do álcool.
Sinais e sintomas do uso do álcool
Os principais efeitos do uso agudo do álcool (efeitos que ocorrem imediatamente após o consumo) aparecem no sistema nervoso central e dependem da dose:
Ø  Pequenas doses: alterações do humor e de comportamento (euforia, relaxamento), perda da capacidade de julgamento e das habilidades para operar máquinas e veículos;
Ø  Doses maiores: sonolência, sedação, lentidão, fala pastosa, prejuízo da coordenação motora;
Ø  Doses elevadas: náuseas, vômitos, visão dupla, intoxicação alcoólica (estupor, hiportemia, convulsões, depressão respiratória, hipotensão, coma e morte).

Uma lata de cerveja pode, por exemplo, provocar sonolência em uma pessoa e não alterar o humor de outra, uma vez que os efeitos do álcool dependem de uma série de fatores como peso, sexo, tolerância ao álcool, velocidade de ingestão, estar ou não alimentado etc.

Os principais efeitos do uso crônico do álcool (aqueles que ocorrem com o uso prolongado e abusivo do álcool) são:

Ø  Complicações físicas: doenças no fígado, gota, osteoporose, câncer, doenças cardíacas, hipertensão arterial, doenças vasculares, doenças respiratórias, diabetes, anemia, deficiência de ferro, doenças no sistema nervoso central;
Ø  Complicações psiquiátricas: alucinações, amnésia, depressão e suicídio, ansiedade, danos ao tecido cerebral, ciúme patológico, convulsões, ‘delirium tremens’ e agravamento de outras doenças psiquiátricas;
Ø  Complicações sociais: mau funcionamento familiar, violência doméstica, problemas no trabalho (faltas, demissões), acidentes, dificuldades financeiras, crimes e vitimização.

Dicas para redução do consumo alcoólico

Ø  Reflita sobre suas razões e benefícios para parar ou reduzir o consumo.
Ø  Estabeleça uma meta clara.
Ø  Faça um “diário” sobre seu consumo.
Ø  Tenha pouca ou nenhuma bebida alcoólica em casa.
Ø  Beba devagar e intercale com bebidas não alcoólicas. Calcule um intervalo de uma hora entre uma dose e outra.
Ø  Alimente-se antes e enquanto bebe.
Ø  Evite bares em que haja consumação mínima.

Quanto se deve buscar tratamento?
Prevenir é sempre o melhor remédio.
O ideal é buscar orientações antes de advirem os problemas; quanto antes procurar por ajuda, melhores serão as chances de uma recuperação bem-sucedida.
Alguns sinais podem ser indicativos da necessidade de uma avaliação criteriosa:
Ø  Consumo freqüente (algumas vezes na semana) e em doses elevadas (acima das recomendações).
Ø  Dificuldade em parar de beber depois de começar.
Ø  Deixar de fazer alguma coisa devido ao uso do álcool.
Ø  Beber pela manhã para sentir-se melhor depois de uso abusivo de álcool.
Ø  Sentir-se culpado ou com remorso depois de beber.
Ø  Não conseguir se lembrar do que aconteceu por causa do consumo.
Ø  Ferir-se ou ferir alguém por causa do consumo.
Ø  Ter pessoas (parentes, amigos, profissionais de saúde) recomendando a redução de consumo.

“beber começa como um ato de liberdade caminha para o hábito e, finalmente, afunda na necessidade”.
 Rush, 1790.

                                           (Albert Einstein – espaço saúde)