Adenocarcinoma do colo: um câncer diferente

O AC tem origem no epitélio glandular simples (uma camada de células) da mucosa endocervical, existindo apenas uma lesão precursora definida, o adenocarcinoma in situ (AIS). Isto implica risco de invasão maior, possibilitando que ela ocorra mais precocemente. A caracterização de lesões precursores antecedentes ao AIS ainda é motivo de controvérsia.
O diagnóstico do adenocarcinoma do colo do útero está ficando cada vez mais freqüente, mesmo nas mulheres que fazem prevenção periódica, enquanto se observa uma diminuição do carcinoma de células escamosas.
Devido à localização mais endocervical do adenocarcinoma do colo do útero, a sua detecção é mais difícil, sendo frequentemente realizada em estágios avançados.
Os HPVs oncogênicos 16,18 e 45 estão associados a mais de 90% dos adenocarcinomas do colo.
As mulheres com citologia AGC (atipias de células glandulares) necessitam ser encaminhadas para colposcopia e investigação complementar (biópsia de imagem ou amostra endocervical por escova ou curetagem).
Não existem imagens colposcópicas associadas claramente ao AIS(in situ). Assim, nos casos de citologia AGC, qualquer imagem deve ser valorizada e avaliada por biópsia, principalmente na mucosa endocervical.
É comum o diagnóstico final de lesão do epitélio escamoso com uma citologia prévia sugerindo lesão do epitélio glandular.
O contra-ataque ao aumento do adenocarcinoma do colo e da sua maior agressividade deve seguir pela indicação de tratamentos mais agressivos (associação de quimioterapia), pela melhoria nos métodos de detecção de lesões precursoras (testes de HPV) e pela prevenção primária com a vacinação.
POR DR. JÚLIO CESAR TEIXEIRA
CRM: SP-67.023
FOLDER GSK- GLAXO SMITH KLINE

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